Aposentou-se ontem da política americana o ex-senador figuraça Mike Gravel, depois de bater um recorde: ele perdeu duas nominações em dois partidos diferentes para ser presidente dos Estados Unidos. Gravel, que tem 78 anos e passou 12 como senador pelo Alaska, tentou ser o candidato democrata com um discurso anti-corporativista anti-guerra anti-instituições, mas não teve a menor chance contra a sensação do momento, Obama. Aí ele saiu do partido democrata, dizendo ter sido censurado. Filiou-se ao nanico partido libertário, que não tem a menor chance contra os gigantes republicanos e democrates. No domingo, os libertários escolheram seu candidato, e Gravel perdeu. Hoje ele anunciou sua aposentadoria. Gravel fez toda sua campanha pelo YouTube, já que não tinha acesso à TV (segundo ele por causa de uma conspiração corporativa que não queria deixá-lo falar sobre os verdadeiros problemas americanos). Seus vídeos viraram cults online. Um reconhecimento merecidíssimo, como você pode ver aí embaixo nesse filme do velhinho cantando folk-rap psicodélico:

7 comments
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29, Maio, 2008 às 8:37 pm
Biba
Nossa De, conseguiu arranjar um tempinho prá postar? Legal! Já estou com saudades tudo de novo, pior agora, além de saudades de vcs, tenho saudades de tudo isso aí. Bjim.
30, Maio, 2008 às 9:25 am
Érika
uhm, diante desse vídeo, acho que eu até votaria no velhinho pela criatividade, se eu fosse americana… levando em conta os outros candidatos… Bjs.
5, Julho, 2008 às 9:08 pm
André Julião
Desencanou de blogar? Eu sei como é isso. Mas vc sempre volta.
PS: Li sua matéria do petróleo. LEgal. Aguardando para um café.
7, Julho, 2008 às 7:32 pm
Anônimo
Sem dúvida a sua matéria sobre o Petróleo foi a melhor da edição da Super.
10, Julho, 2008 às 6:01 pm
Tainá Lima
Pois é, desculpe a intromissão, mas eu mandei um email para drusso@abril.com, não sei se esse endereço de email ainda é válido, mas tentei, vi na super( como também vi o endereço desse blog) e agora, lembrei da utilidade: elogiar, criticar, dar e pedir dicas aos redatores da reportagem.
Gostaria, que se possível, pudesse ler o email dessa jovem aspirante a jornalista que sou eu.
saudações
Tainá Lima
Manaus, Amazonas.
10, Julho, 2008 às 7:02 pm
Tainá Lima
Como ávida leitora da revista Superinteressante e aspirante a jornalista, não pude deixar de tomar conhecimento sobre a estadia do senhor Russo, diretor da redação por 6 anos,na Califórnia.
Sabendo do motivo da ausência ( uma bolsa de estudos para jornalistas na universidade de Stanford, que creio, está localizada na cidade de Palo Alto, próxima a São Francisco), fiquei muito feliz ao saber que o senhor estava aprimorando seus conhecimentos jornalísticos em tão prestigiada Universidade,pois sei o quão seletivo é o processo de admissão tanto quanto a satisfação de fazer parte de um meio acadêmico como deve ser o de Stanford.
Talvez porque sou uma garota de tão tenra idade,( são apenas 17 anos) e não vejo empecilhos para não fazer dos meus sonhos realidade, planejo estudar jornalismo numa universidade americana.Para tanto, estou fazendo uma pesquisa sobre as melhores universidades estadunidenses e os cursos que são oferecidos, dentre estes, primordialmente a especialidade em jornalismo.
Assim, não vejo alguém melhor do que o senhor para me dizer sua opinião sobre o curso de jornalismo na universidade de Stanford, afinal sua experiência de vida- principalmente no que se refere ao jornalismo – é certamente, bem maior do que a minha.
Gostaria de poder contar com a sua opinião e disposição, se não for inconveniente , é claro.
Aos meus mais dignos cumprimentos,
Tainá Lima
Manaus, Amazonas.
31, Julho, 2008 às 5:44 pm
Leticia
Daqui a pouco vc está de volta, hein?
Vê se pelo menos escreve um textinho de despedida….
Vc pode estar cheio de coisas prá fazer por aí, mas já nos cativou neste blog – ficamos viciados!!!
É como um livro prá ler um pouquinho de cada vez, sempre com algo a nos acrescentar.
Pelo menos nos resta o consolo de saber que teremos suas matérias de novo na Super (ou em alguma outra revista, né?). Por sinal, muito boa a reportagem sobre o petróleo, como sempre.
Beijos!