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Passamos o dia no Velho Oeste. Almoço num velho saloon, de 130 anos, o dia todo viajando entre chapéus de cowboy, velhas estações de trem, ranchos abandonados, casas de adobe à moda dos índios, muita poeira e quase nenhum carro. Estamos entre o Novo México e o Colorado, uma região espetacular, de férias (spring break).

À tarde deixei de notar uma bifurcação na estrada. Fomos parar numa estrada de terra, linda, à beira de um rio. Consultei o mapa e vi que o caminho servia também. Decidimos ir por lá mesmo. Resultado: atolei no barro. Por quase duas horas Joaninha e eu nos chafurdamos na lama tentando de tudo para tirar o carro de lá. Não passou nenhum carro. Meu celular não funcionava, eram mais de 6 da tarde e o sol baixava. Temperatura de 3 graus, baixando rápido, e eu todo coberto de barro. Aí os apaches chegaram.

Na verdade foi um apache – Julian –, dirigindo uma caminhonete 4X4. Julian é um dos 3 000 índios apaches que vivem na reserva onde encalhamos. Eu disse a ele que só conhecia apaches dos filmes (mas, nos filmes, é a cavalaria que faz o papel que o Julian fez). Ele manifestou vontade de ir ao Brasil, para ver aquela estátua de braços abertos. Ele desatolou nosso carro uma vez, e depois duas vezes mais adiante. Às 7h30 parei o carro à beira daquele rio lindo – chamava Conejos – e entrei na água de degelo para tirar o barro do corpo. O sol estava se pondo nas montanhas nevadas do Colorado. Que lugar lindo.

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