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Galerinha amiga, vocês devem ter notado que este experimento acabou. Mal aí, eu devia ter avisado antes, em vez de deixar vocês convivendo com um mesmo post por 6 meses. É que eu esqueci a senha… (desculpinha infame).

Logo logo vou começar outro experimento e aviso vocês.

Tudo de bom e obrigado pelo interesse!

Aposentou-se ontem da política americana o ex-senador figuraça Mike Gravel, depois de bater um recorde: ele perdeu duas nominações em dois partidos diferentes para ser presidente dos Estados Unidos. Gravel, que tem 78 anos e passou 12 como senador pelo Alaska, tentou ser o candidato democrata com um discurso anti-corporativista anti-guerra anti-instituições, mas não teve a menor chance contra a sensação do momento, Obama. Aí ele saiu do partido democrata, dizendo ter sido censurado. Filiou-se ao nanico partido libertário, que não tem a menor chance contra os gigantes republicanos e democrates. No domingo, os libertários escolheram seu candidato, e Gravel perdeu. Hoje ele anunciou sua aposentadoria. Gravel fez toda sua campanha pelo YouTube, já que não tinha acesso à TV (segundo ele por causa de uma conspiração corporativa que não queria deixá-lo falar sobre os verdadeiros problemas americanos). Seus vídeos viraram cults online. Um reconhecimento merecidíssimo, como você pode ver aí embaixo nesse filme do velhinho cantando folk-rap psicodélico:

Para quem não sabe, já tá decidido. Vê só as contas: se a Hillary conseguir repetir em todos os estados que faltam a performance da sua maior vitória até hoje – Arkansas, onde ela conseguiu 77% dos votos –, o que é praticamente impossível, ainda assim ela precisaria conquistar 54% dos superdelegados que faltam para ganhar a parada. Ou seja, não vai rolar. Você pode brincar com a matemática eleitoral nessa página sensacional do New York Times.

Hoje fui assistir uma palestra chamada “E se o Resto do Mundo Pudesse Votar?”, com o ex-presidente do Peru e o ex-ministro do exterior da Tailândia discutindo as eleições americanas. Resultado: Obama ganha também no Peru e na Tailândia. Ou, como disse o peruano Alejandro Toledo “vocês precisam de alguém capaz de sonhar. Gerente vocês podem contratar.”

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Passamos o dia no Velho Oeste. Almoço num velho saloon, de 130 anos, o dia todo viajando entre chapéus de cowboy, velhas estações de trem, ranchos abandonados, casas de adobe à moda dos índios, muita poeira e quase nenhum carro. Estamos entre o Novo México e o Colorado, uma região espetacular, de férias (spring break).

À tarde deixei de notar uma bifurcação na estrada. Fomos parar numa estrada de terra, linda, à beira de um rio. Consultei o mapa e vi que o caminho servia também. Decidimos ir por lá mesmo. Resultado: atolei no barro. Por quase duas horas Joaninha e eu nos chafurdamos na lama tentando de tudo para tirar o carro de lá. Não passou nenhum carro. Meu celular não funcionava, eram mais de 6 da tarde e o sol baixava. Temperatura de 3 graus, baixando rápido, e eu todo coberto de barro. Aí os apaches chegaram.

Na verdade foi um apache – Julian –, dirigindo uma caminhonete 4X4. Julian é um dos 3 000 índios apaches que vivem na reserva onde encalhamos. Eu disse a ele que só conhecia apaches dos filmes (mas, nos filmes, é a cavalaria que faz o papel que o Julian fez). Ele manifestou vontade de ir ao Brasil, para ver aquela estátua de braços abertos. Ele desatolou nosso carro uma vez, e depois duas vezes mais adiante. Às 7h30 parei o carro à beira daquele rio lindo – chamava Conejos – e entrei na água de degelo para tirar o barro do corpo. O sol estava se pondo nas montanhas nevadas do Colorado. Que lugar lindo.

Ouvi numa palestra de um blogueiro uma frase que me fez lembrar o Diogo Maynardi:

“Não se envolva numa briga contra um porco. Os dois vão se sujar. E o porco vai gostar.”

Sensacional. Uma breve história dos últimos – e sangrentos – 80 anos da história da humanidade, na qual hambúrgueres, nuggets e batatas fritas fazem papel de americanos, falafels e espetinhos são os árabes, sushis são os japoneses, croissants são os franceses e lingüiças e pretzels representam os árabes. Nojento.

Um presidente do Partido Republicano que decepcionou o país inteiro e que, usando argumentos mentirosos, afundou os Estados Unidos em uma guerra injusta e sangrenta. Um presidente que, terminado seu mandato, deixou os americanos envergonhados e querendo esquecê-lo. W. Bush? Nã, tô falando do Nixon, o picareta que tem a honra de ser o único presidente dos 200 anos de história da república a renunciar (para não ser impixado). O Collor dos gringos.

Ontem fui ver o filme Frost/Nixon, do Ron Howard (diretor de Uma Mente Brilhante e de mais trocentos filmes, inclusive os clássicos fofos dos anos 80 Cocoon e Splash). O filme ainda nem está pronto, mas o cara está mostrando aqui e ali, em parte para poder testar a reação do público, em parte para começar um zumzumzum. Ele estava aqui, respondeu perguntas ao final do filme (mas passou muito mais tempo fazend perguntas, tipo “vocês gostaram do final?”, “o que vocês mudariam aqui?”)

O filme é a história de um apresentador de tv showman inglês, que nem era levado muito a sério, e que acabou sendo o sujeito que entrevistou o Nixon após a renúncia e conseguiu arrancar dele o primeiro sinal de arrependimento pela meleca que foi sua presidência (as fotos abaixo são da entrevista fatídica). Howard disse que o filme teve orçamento de independente e que está muito surpreso e agradecido ao estúdio por topar a aposta de lançá-lo. Já eu entendo perfeitamente a decisão do estúdio. Em ano de fim da administração Bush, tido por uns americanos como o pior presidente desde Nixon, e por outros como um dos piores de toda a história, os paralelos certamente vão chamar a atenção da imprensa. O filme, que custou barato, certamente vai fazer sucesso. Timing certo.

Não é um grande filme, mas tem grandes momentos. Legal mesmo foi ficar sabendo que o imbecil do Nixon envolveu o Camboja numa guerra que não tinha nada a ver com eles sob o argumento de que os norte-vietnamitas tinham construído um “Pentágono de bambu” lá. E eu que achava que Bush estava sendo criativo com as armas de destruição de massa. Foda foi constatar que Nixon renunciou por muito menos do que Bush fez.

Ah, ontem também fui ver o Bill Gates, que veio aqui para a universidade. Comento isso assim, de passagem, no meio de um outro post, só para fazer inveja.

Falou!

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Olha só meu primeiro filminho:

É assim que escreve “displicente”?

Pô, mil perdões pelo estado de abandono deste que vos fala. Mas é que a vida anda corrida e mal dá tempo de blogar. Não é falta de assunto não, muito pelo contrário. Tem tanta coisa acontecendo que não paro para contar. Quer ver?

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1. Fim de semana passado Joaninha e eu embarcamos na primeira das 4 viagens que fazem parte da nossa aula “Winter Wilderness Skills” (algo como “Sobrevivência no inverno”). Nos mandamos para o Yosemite Park, pusemos correntes nos pneus, subimos a montanha, colocamos uma mochila pesadas paca nas costas, esquis nos pés e nos enfiamos numa trilha coberta de neve. Achamos um lugar para acampar, pegamos pás, cavamos uma caverna para alguns de nós passarem a noite, esculpimos uma mesa de jantar e 12 cadeiras. Anoiteceu, começou a cair uma tempestade de neve, que durou a noite inteira, acordamos meio soterrados na neve, e voltamos enfrentando a tempestade, que continuou pelo dia inteiro. Massa! Olha aí em cima como nossa barraca amanheceu: note que a neve diminuiu o tamanho dela pela metade (por cagada, tínhamos esquecido 2 das 4 varetas da barraca). Tem mais fotos aqui.

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2. Fomos visitar o Google. 5 horas cercados daqueles nerds que se consideram as pessoas mais inteligentes do mundo e que, no geral, acham que podem melhorar a humanidade. 5 horas passeando entre videogames coletivos que estimulam o trabalho em equipe, mesas de ping-pong e um restaurante muito do bom. Massa!

3. Na minha aula de “Gandhi, King e a Não-Violência” recebemos a visita de Clarence B. Jones, advogado do Martin Luther King, que falou com a classe. Li quase toda a autobiografia de King, editada por Clayborne Carson, que é meu professor. Massa! Fico pensando que talvez fosse uma boa idéia se os geniozinhos do Google lessem esse livro.

4. Fui assistir a última palestra do Lawrence Lessig sobre “Cultura Livre”. Depois de inventar a idéia de Creative Commons e de passar 10 anos inspirando a ideologia do software livre, open sorce e democracia online, Lessig vai mudar de praia. Ele agora quer descobrir um jeito de acabar com a corrupção do sistema político. Massa! Esse povo cibernético do Vale do Silício tem essa mania de querer conquistar o mundo. Vê o caso do Google.

E ainda assisti a um filme sensacional de Bollywood chamado Lage Raho Munna Bhai (uma comédia escrachada estrelando Gandhi, recomendo!), instalei meu iGoogle no computador (recomendo!), vi o debate entre a Hillary e o Obama, aprendi a fazer websites e fui na festa da peruca. Massa, massa, massa, massa.

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Falou! Agora vou assistir ao Super Bowl.

Quem sou eu

Meu nome é Denis Russo Burgierman, sou jornalista, trabalho na revista Superinteressante, e vou passar 1 ano na Universidade Stanford, na Califórnia, tentando entender o mundo.